sábado, 7 de setembro de 2013

Conab confirma primeiro leilão de Opções para a próxima sexta-feira(13). É o primeiro de três leilões e serão ofertadas 1 milhão de sacas a R343,00/sc de 60 kg.Cada produtor poderá adquirir contratos para 500 sacas. Nesta sexta-feira (6), o governo divulgou uma portaria interministerial no Diário Oficial da União autorizando os contratos de opção de venda de 3 milhões de sacas para o café a R$ 343,00/saca. Ainda na tarde de hoje (6), a Conab publicou o primeiro aviso de venda para 1 milhão de sacas, com todas as regras definidas e a data, que será no próximo dia 13. Cada produtor poderá comprar até 500 sacas de café para as opções, não apenas nesse primeiro edital, mas no total deles de 3 milhões de sacas, ou seja, os produtores podem comprar um pouco nesse primeiro aviso de vendas e o restante nos demais. Existe uma padronização para esse primeiro leilão, na qual o café deve ser do tipo 6 bebida dura e todas as sacas deverão apresentar esse padrão. Segundo Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, a ideia de limitar as 500 sacas para cada produtor é para dar oportunidade para que mais produtores participem: “Para o pequeno cafeicultor, esse é um volume bastante considerável, já para o grande produtor esse volume é muito pequeno, por isso varia de acordo com o tamanho de cada um”. O edital e o aviso de vendas concretizam o que foi prometido pelo Ministério da Agricultura e pelo governo federal e, nesse momento, é preciso aguardar como os agentes do mercado reagirão a isso. Porém, Carvalhaes diz que se essa divulgação tivesse sido realizada em fevereiro ou março deste ano, mesmo que fosse para ser vigente agora, a queda de preços poderia ter sido estancada mais cedo. Até fevereiro o cafeicultor deve avisar ao governo se ele irá ou não exercer a opção de venda ao governo. De acordo com Carvalhaes, se os preços não chegarem aos R$ 343,00/saca para o café do tipo 6 bebida dura, 3 milhões de sacas serão retiradas do mercado e isso irá fazer falta para o mercado, principalmente neste ano em que houve problemas com a qualidade do arábica. Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Paula Rocha

Dia de campo em Mata do Sino, Certificação e Fossa Ecológica

Participamos ontem 05/09/2013 de um Dia de Campo promovido pela EMATER-MG no Sitio Jequitibá proprietário, Sr. Deusdete dos Santos, próximo ao Bairro Mata do Sino em Juruaia. O tema do dia de Campo foi Certificação de Propriedades Cafeeiras e construção de Fossa Ecológica, foram ministradas palestras sobre os assuntos citados e também sobre insumos para a Cafeicultura com as Empresas IHARA (Fungicidas e Inseticidas) e CAFÉ BRASIL( Fertilizantes foliares e fertilizantes de solo). Comparecemos no evento juntamente com 5 cafeicultores de São Pedro da União sendo que 4 já tem suas propriedades certificadas pelo Programa CERTIFICA MINAS CAFÉ que é uma iniciativa do governo estadual e executado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O Certifica Minas Café estimula os produtores a adotarem boas práticas de produção, uma gestão moderna da propriedade e incentiva a preservação ambiental. Foi apresentado aos cerca de 60 participantes, um modelo de fossa ecológica, a ideia é reduzir a contaminação do lençol freático e ainda economizar com a construção da obra. O principal incentivo para que as famílias fizessem a opção veio da Emater–MG que, no ano passado, implantou uma Unidade Demonstrativa no município. A fossa da Unidade Demonstrativa tem 3 metros de comprimento, 2 de largura e 1,5 de profundidade. A obra custou R$ 500. Valor menor do que um modelo industrial, que chega a custar quase R$ 5 mil.“É uma fossa de baixo custo e fácil construção. O material utilizado é facilmente encontrado e não requer mão de obra especializada”, diz o coordenador técnico regional de Meio Ambiente da Emater–MG de Alfenas, Antônio Henrique Pereira. O interior da fossa é impermeabilizado com uma fina camada de cimento, evitando que os dejetos entrem em contato com o solo e contaminem o lençol freático. Com o local devidamente cimentado, são colocados brita, areia, entulhos, e forma-se um túnel com pneus velhos. A fermentação da matéria orgânica acontece dentro desse túnel e é anaeróbia (sem oxigênio). Uma outra fermentação, dessa vez aeróbia (com a presença de oxigênio), acontece na zona de absorção das raízes de plantas cultivadas sobre a fossa. De acordo com Luiz Reis, “os gases absorvidos pelas plantas são liberados na atmosfera, sem cheiro ou contaminação do ambiente”. No caso da Unidade montada pela Emater–MG, sobre a fossa foi implantada uma lavoura de inhame. O extensionista também explica que a fossa ecológica não pode receber gordura nem excesso de água. Dessa forma, a água utilizada no chuveiro e na pia deve ser direcionada para outro local para o tratamento adequado. “A gordura atrapalha os processos de fermentação e evaporação”, diz Luiz Reis. Em Varginha-MG mais de 100 fossas ecológicas já foram construídas. “Com a adoção da fossa ecológica, o produtor rural dará o destino adequado ao esgoto sanitário, entulhos, pneus e estará contribuindo para a melhoria da qualidade da água superficial e subterrânea. Evitará ainda a contaminação do solo e a propagação de doenças, contribuindo para a melhoria do meio ambiente e para a saúde de sua família”, diz o coordenador Antônio Henrique Pereira. Os interessados em construir a fossa ecológica poderão obter maiores informações nos Escritórios da Emater. — em Mata do Sino.